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Dívidas Trabalhistas Assombram a Ponte Preta: Um Passivo de R$ 2,9 Milhões

Por Redação FutPonte em 20/03/2025 13:21

Ponte Preta e o Peso das Dívidas Trabalhistas: Um Legado Oneroso

A Ponte Preta, tradicional clube do futebol brasileiro, vê seu planejamento para a Série C ser impactado por um passado de dívidas trabalhistas. Condenações na Justiça do Trabalho somam R$ 2,9 milhões, referentes a processos movidos por seis ex-jogadores. Os débitos incluem salários atrasados, direitos de imagem, 13º salário, férias e outros direitos não pagos.

Entre os atletas que acionaram o clube judicialmente estão o goleiro Ivan, os laterais Jeferson, Ernandes e João Lucas, o volante Naldo e o meia-atacante Papa Faye. As ações se referem a passagens dos jogadores pelo Majestoso em gestões anteriores, com exceção de Papa Faye, cujos cálculos incluem quatro meses da administração atual.

A situação financeira delicada da Ponte Preta expõe a fragilidade da gestão de alguns clubes brasileiros e o impacto das dívidas trabalhistas no desempenho esportivo. A necessidade de honrar compromissos financeiros passados pode limitar investimentos em reforços e infraestrutura, prejudicando a competitividade da equipe.

Ponte Preta: Dívidas Trabalhistas Atingem R$ 2,9 Milhões
Foto: (Álvaro Jr/ PontePress)

Detalhes das Ações Trabalhistas: Valores e Períodos

Para entender a dimensão do problema, é importante detalhar cada uma das ações movidas contra a Ponte Preta :

  • Ivan: Valor de R$ 1.085.080,28, referente ao período de 03/04/2018 a 28/01/2022, quando atuou pelo clube entre 2016 e 2021.
  • Naldo: Valor de R$ 745.377,30, correspondente ao período de 10/01/2017 a 31/12/2017, ano em que jogou 37 partidas e marcou dois gols pela Ponte.
  • Jeferson: Valor de R$ 601.405,86, relativo ao período de 03/04/2018 a 31/12/2021. O lateral atuou pelo clube entre 2013 e 2020.
  • Ernandes: Valor de R$ 318.982,99, referente ao período de 05/05/2020 a 10/02/2021, quando disputou 16 jogos e marcou um gol em 2020.
  • Papa Faye: Valor de R$ 138.352,15, correspondente ao período de 03/01/2020 a 18/04/2022. O meia-atacante atuou entre 2020 e 2021, com 13 jogos disputados.
  • João Lucas: Valor de R$ 53.103,16, relativo ao período de 11/04/2017 a 22/08/2017, quando jogou 10 partidas em 2017.

A única ação que ainda tramita em fase de recurso é a do goleiro Ivan, no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região. As demais já estão em fase de liquidação, com os valores sendo discutidos.

Estratégias de Pagamento: Acordos com a Justiça do Trabalho e CNRD

Diante do elevado montante de dívidas, a Ponte Preta busca alternativas para equacionar o problema. Os valores devidos serão incluídos na próxima atualização do Plano Especial de Pagamento Trabalhista (PEPT), acordo firmado com a Justiça do Trabalho em agosto de 2023.

O PEPT unifica as ações contra o clube em um processo piloto, que receberá mensalmente um depósito por seis anos. Inicialmente, o valor era de R$ 120 mil, com revisão a cada dez meses. A dívida consolidada em fase de execução quando o clube entrou com o pedido, em outubro de 2022, era de R$ 8,64 milhões, englobando apenas processos trabalhistas.

Atualmente, o montante está na casa dos R$ 15 milhões, e a tendência é que a próxima atualização, em maio, eleve as parcelas para R$ 180 mil por mês.

Além do PEPT, a Ponte Preta também possui um acordo semelhante com a Câmara Nacional de Resoluções de Disputas (CNRD), desde setembro de 2024. O objetivo é pagar cerca de R$ 18 milhões de dívidas a jogadores, técnicos, intermediários e clubes em até 10 anos. O valor da parcela mensal começou em R$ 150 mil e também sofrerá aumento durante o processo.

O Futuro da Ponte Preta: Equilibrando as Finanças e o Desempenho Esportivo

A Ponte Preta enfrenta um desafio complexo: equilibrar as finanças e garantir um bom desempenho esportivo na Série C. A gestão eficiente dos recursos, a busca por novas receitas e a negociação com credores são fundamentais para superar as dificuldades.

A torcida alvinegra espera que o clube consiga honrar seus compromissos financeiros, investir em um elenco competitivo e trilhar o caminho de volta à elite do futebol brasileiro. O legado de dívidas trabalhistas serve como um alerta para a necessidade de uma gestão responsável e transparente, que priorize a sustentabilidade do clube a longo prazo.

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Gustavo

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Comentado em 20/03/2025 17:41 Dívida é igual jogo, sempre tem volta! kkkk
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Comentado em 20/03/2025 15:31 Vamos dar a volta por cima, fé na Ponte!
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